segunda-feira, 21 de junho de 2010

Negar as nossas experiências é pôr uma mentira nos lábios

Rejeitar as nossas experiências é impedir o nosso desenvolvimento. Negar as nossas experiências é pôr uma mentira nos lábios da nossa vida. Não é menos do que uma negação da Alma. Pois, tal como o corpo absorve todo o género de coisas, tanto as coisas vulgares e sujas, como aquelas que o sacerdote ou uma visão purificaram, e as converte em velocidade ou força, no jogo dos músculos poderosos e na modelação da carne fresca, nas curvas e nas cores do cabelo, dos lábios, dos olhos, assim também a Alma tem, por sua vez, as suas funções nutritivas, e pode transformar em nobres movimentos de pensamento, e em paixões de grande fulgor, aquilo que é, em si mesmo, inferior, cruel e degradante; mais ainda, pode encontrar nestas coisas os seus mais augustos modos de afirmação, e pode, muitas vezes, revelar-se de um modo mais perfeito através daquilo que fora feito para profanar e para destruir.
(Oscar Wilde, in De Profundis)

É uma ilusão pensarmos que somos aquilo que a vida – os outros, os acontecimentos… – fez de nós. Somos, antes, aquilo que as nossas escolhas determinaram. A vida pode arrastar-nos de um lado para outro, magoar-nos, oferecer-nos frio ou calor. Mas não nos corrompe.
(Paulo Geraldo)

quarta-feira, 2 de junho de 2010




Príncipe da Pérsia - As Areias do Tempo
Por Carol Almeida

Se fosse para resumir tudo que acontece neste filme em breves linhas, poderíamos condensar os 116 minutos de projeção em corre, salta, pula, cresce, aumenta, briga, sorri, gira o cabelo, sorri com charme, volta a brigar, correr, saltar, pular, dar um triplo carpado para, no fim de tudo, bem... não vamos contar o desfecho da história, não é?
Voltemos então alguns minutos no tempo para recomeçar do zero: Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo é um filme sobre um poderoso reino que invade outro alegando uma possível ameaça de armas de destruição em massa. Armas estas que, claro, não existem. Até aí parece que você já conhece o enredo, mas eis que essa trama se passa na Pérsia Antiga.
Em meio a esse cenário familiar, ainda que tão distante no tempo, existe um príncipe, filho adotivo de um Rei que parece ser mais democrata que republicano. O príncipe se apaixona pela princesa do reino invadido. Porém, entre eles, existe uma adaga e esta arma irá revelar que o passado, presente e futuro podem sim ser controlados com as chamadas Areias do Tempo.
Adaptado do popular e clássico game lançado originalmente em 1989, o primeiro filme Príncipe da Pérsia (sim, porque pode haver outros) tenta colocar em tela grande a essência do jogo que fez o personagem tão popular: suas habilidades acrobáticas. Acreditem, os saltos deste filme podem fazer Diego Hypólito repensar sua carreira.
E se nas várias versões do game Príncipe da Pérsia o sujeito de todos os verbos acima não tem nome, no filme que chega agora aos cinemas ele é registrado em cartório sob a graça de Jake Gyllenhaal, ou melhor, Dastan, um jovem cabeludo com o vigor de uma criança, a elasticidade de um artista do Cirque Du Soleil e o charme de um Gyllenhaal que deixou seu corpo se expandir para músculos nunca dantes vistos nele.

PENSAMENTO DO DIA....



Um garoto de dez anos de idade decidiu praticar judô,
apesar de ter perdido seu braço esquedo em um terrível acidente de carro.
O menino ia muito bem. Mas, sem entender o porquê,
após três meses de treinamente, o mestre tinha lhe ensinado somente um movimento.

O garoto então disse: - Mestre, não devo aprender mais movimentos?
O mestre respondeu ao menino, calmamente e com convicção:
- Este é realmente o único movimento que você sabe, mas também é o único movimento que você precisará saber.
Meses mais tarde, o mestre inscreveu o menino em seu primeiro torneio.
O menino ganhou facilmente seus primeiros dois combates e foi para a luta final do torneio. Seu oponente era bem maior, mais forte e mais experiente.

O garoto, usando os ensinamentos do mestre, entrou para a luta e,
quando teve oportunidade, usou seu movimento para prender o adversário.
Foi assim que o menino ganhou a luta e o torneio.

Era o campeão.

Mais tarde, em casa, o menino e o mestre reviam cada movimento em cada luta.
Então, o menino criou coragem para perguntar o que esta realmeente em sua mente:
- Mestre, como eu consgui ganhar o torneio com um movimento?
- Você ganhou por duas razões - respondeu o mestre
- Em primeiro lugar, você dominou um dos golpes mais dificies do judô.
E, em segundo lugar, a única defesa conhecida para este movimento é o seu oponente agarra seu braço esquerdo.
A maior fraqueza do menino tinha-se transformado em sua maior força...

Assim, também nós podemos usar nossa fraqueza para que ela se transforme em nossa força.
O que realmente importa é o poder da determinação.
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